terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Soneto Tutti Frutti

Vi-te Nuno Balneário,
Logo percebi que era a hora,
De sair do meu armário,
Porque a coisa ganhou "altora"!

Nas semanas seguintes,
Foram umas grandes cenas.
Até ao dia de "S. Valentintes",
Partilhamos as "banenas".

Graças à nova lei,
(Antes íamos para o manicómio)
Já se faz o casamento "guei".

Por nuestra vida tutti,
Durará o matrimónio,
I give you give me
I give you give me
I give you give me
Very Fruuutty!

Para ti Nuno Balneário


Com muito amor, Deuspido...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sixytilha da Narrativa


Sessenta versos,

Fiz para ti minha fêmea,

Quando estamos juntos

Somos como clara e gémea,

Na nossa canoa

Tu guias, eu remea.


Sessenta minutos depois,

Jantei contigo meu love,

Comemos prego no prato,

E a cavalo um ove.

Depois peguei na consola,

Jogamos um jogue.


Sessenta rondas depois,

Fizemos uma pausa,

Até já era tempo

De comer a sobremausa,

Que nos tinha preparado

A tua tia Terausa.


Sessenta fatias depois,

Pesquei do rio um peixe.

Fomos ás batatas da marmita,

Fizemos um churrasco feixe.

A paisagem era bonita

Tal como a da praia de Peneixe.


Sessenta batatas depois,

Fomos pelo rio abaixo,

O rio era estreito

Parecia um riaixo.

Deu-nos outra vez a fome

Pegamos no outro taixo.


Sessenta garfadas depois,

Fomos para a consoada.

Pois o que comemos

Não chegou a quase nada.

Ouvimos de repente uns tiros

Parecíamos estarmos em Bagdada.


Sessenta tiros depois,

Fui para debaixo de um pinheiro.

Caiu um monte de avelãs

Meti-las num tamparueiro,

Enquanto las comíamos

Escuitou-se outro teiro.


Sessenta avelâs depois,

Deu-me uma diarreia,

Era uma pressão tão forte

Mas com as naurgas apertei-a.

Meti uma rolha,

Depois nunca mais saeia.


Sessenta suspiros depois,

Larguei uma bufa.

Pensas-te que era outro tiro,

Ficas-te cheia de miufa.

Começas-te a remar

Em direcção a Tenerufa.


Sessenta anos depois,

Continuo aqui encostado,

Com este pinheiro manso

Que eu muito tenho estrumado.

Já sabem como as mulheres são,

Tudo isto por causa de um peido.

(não rima mas o que conta é o sentimento)


Adeus meus amigos, Rabapum Octogenarafat